TAROT E SUA IMPORTÂNCIA

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Uma vez definiram o Tarô como a representação de nosso inconsciente e subconsciente, tal como se nossa mente fosse um iceberg, deixando transparecer apenas a pontinha da nossa consciência, aquela desperta e, geralmente, a única que escutamos, também chamada de razão. Sendo assim, quantas coisas dentro de nós – pensamentos, sentimentos, experiências, traumas, etc – não estão submersas, de modo que, no nosso dia-a-dia, não conseguimos perceber com clareza? Além disso, essas coisas ficam “pulsando”, nos levando a reagir desta ou daquela maneira, nos fazendo sentir efeitos positivos e negativos – dependendo do tipo da experiência enraizada dentro de nós – e que nos influencia corriqueiramente, sem possamos exercer muito controle. O Tarô se torna, então, uma poderosa ferramenta de autoconhecimento, pois vai buscar, através de imagens milenares, carregadas de significados presentes no imaginário coletivo, as respostas que já estão dentro de nós, mas que, sem o estímulo que as figuras das cartas nos provocam, temos dificuldade em compreender. E aquilo que não se compreende, não pode ser modificado. Permita, portanto, que o Tarô lhe auxilie a trazer à tona toda essa massa imersa do Iceberg, para que você possa resolver suas questões atuais, liberar suas angústias e medos, tornando-se livre para viver sua vida exatamente da forma como merece.

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COMO AGIR NUMA CONSULTA DE TAROT

COMO AGIR NUMA CONSULTA DE TAROT

Quando estamos vivenciando algum momento difícil em nossas vidas, nem sempre é simples organizar as ideias na nossa cabeça e entender exatamente onde está o problema. Por isso, muitas vezes recorremos ao tarólogo para que nos jogue uma luz. Porém, nem sempre ele pode oferecer todas as respostas se você não lhe der algum tipo de direção. Até porque a função dele é interpretar as cartas e não fazer adivinhações.

Neste sentido, elaborei algumas dicas para que você consiga obter o melhor de uma consulta de tarô, pois um dos segredos é a clareza e a objetividade, posto que as cartas respondem exatamente aquilo que você pergunta. Neste sentido, se a pergunta é confusa ou ambígua, a resposta também o será.

  1. Se você está muito confuso, peça para que seja feita uma leitura geral, assim, o Tarô trará seus principais desafios desse momento;
  2. Se estiver muito nervoso ou ansioso, tente se acalmar, pois manter estes estados de espírito apenas confundem as leituras;
  3. Não faça a consulta num local desapropriado, com barulho ou interrupções, no caso de consultas à distância;
  4. Não fique em silêncio esperando que o tarólogo adivinhe o que lhe passa na cabeça. Conte seu problema e suas dúvidas, pois isso orienta melhor a consulta. Afinal, cada carta tem uma gama de significados e ajuda muito saber exatamente qual é o tema;
  5. Por outro lado, você também não precisa contar todos os detalhes da sua vida, pois isso pode induzir o tarólogo a querer lhe aconselhar de acordo com a experiência de vida dele e às vezes a mensagens que as cartas trazem é diferente da opinião do profissional;
  6. Se você tem vários assuntos, divida-os ao longo da consulta, começando pelo mais complexo e que ocupa mais sua mente;
  7. Não misture perguntas numa só. Por exemplo, não pergunte: “eu irei viajar ou terminarei meu curso?” e sim: “Se eu viajar, conseguirei terminar meu curso depois?” ou “Devo terminar meu curso, antes de viajar?”, entre outras possibilidades;
  8. Procure perguntar exatamente o que você quer saber, de forma bem sucinta. Por exemplo: “Fazer a faculdade de direito agora será favorável?” ou “Se eu fizer este empréstimo, conseguirei pagar minha dívida?”;
  9. Se você precisa tomar uma decisão, pergunte: “o que acontecerá se eu seguir caminho X ou Y?” ao invés de “Qual decisão devo tomar?”. Assim, serão feitas duas leituras, uma para cada caminho, para que você possa decidir melhor ou invés de receber uma resposta definitiva que o Tarô não pode dar;
  10. Mais importante do que saber se um relacionamento dará certo ou não, é saber se ele vale à pena. Afinal, você até pode ficar com alguém, mas isso não é garantia de felicidade;
  11. Não faça a consulta se o seu interesse é ficar vasculhando a vida de outras pessoas. Pois, se você faz isso, fere a privacidade do outro, se esquecendo que o importante é ter clareza sobre a própria vida e não tentar controlar a vida alheia;
  12. Não espere respostas definitivas do Tarô. Por mais que existam tendências futuras fortes, quem vai determinar se as coisas se encaminharão de um jeito ou de outro é você mesmo;
  13. O Tarô pode lhe dar conselhos, mas não pode decidir por você. Além disso, o tarólogo não tem a obrigação de resolver seus problemas. Se o fizer, estará assumindo a responsabilidade sobre os seus atos, o que não é bom nem para você, nem para ele;
  14. Não pergunte se alguém irá morrer, nem detalhes muito específicos como nome ou lugares, pois isto é um tipo de informação que as cartas não dão;
  15. Não faça a consulta com outra pessoa, pois isso pode fazer com que você não se abra totalmente. Além disso, o outro pode influenciar no sentido de não querer que certas respostas sejam reveladas;
  16. Esteja disposto a ouvir respostas desfavoráveis. Nem sempre aquilo que você quer é bom para você ou dará certo;
  17. Aprenda a aceitar a resposta que vier pelas cartas. Às vezes precisamos meditar um pouco sobre elas até que façam total sentido. Por isso, não é bom perguntar a mesma coisa, várias e várias vezes;
  18. Não queira fazer uma consulta muito próxima da outra. É preciso tempo para que as coisas se reorganizem na sua vida. Opte por um intervalo de 15 dias, se o assunto for diferente e de no mínimo 1 mês, caso seja um caso que se desenvolve rapidamente. Se, por outro lado, for diagnosticada uma espera longa, é melhor se consultar sobre o mesmo tópico depois de 2, 3 ou até 6 meses;
  19. Escolha o tarólogo que mais tem afinidade, pois, se você tiver dúvidas, permitirá que ele o ajude, não bloqueando a leitura com suas desconfianças;
  20. Não pense sobre outros assuntos enquanto consulta, pois o jogo pode ficar truncado. Por exemplo, se você pergunta sobre o relacionamento, não fique pensando no seu trabalho ou no seu chefe.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

RECONHECENDO UM BOM TARÓLOGO



Infelizmente, como em todas as profissões, existem pessoas sérias, comprometidas e outras que simplesmente se aproveitam da ingenuidade ou carência das pessoas. Por isso que vemos tantos erros médicos, golpes de advogados, vendedores com produtos duvidosos e também pseudo-tarólogos que querem viver às custas da credulidade humana.
Por isso, após tanto tempo atuando nesta área, posso dizer que, com um pouco de cuidado e observação, é muito fácil reconhecer um bom tarólogo, evitando assim cair nas mãos de um aproveitador que, além de prejudicar tantas pessoas, geram desconfiança generalizada, impedindo que elas possam se beneficiar de um trabalho honesto.
Afinal, ao contrário do que se prega, Tarô e misticismo ou esoterismo, não precisam ser sinônimos. O Tarô é apenas uma ferramenta que, apesar de não conhecermos exatamente sua origem, todos nós podemos usá-la. Ou seja, a diferença real entre uma pessoa comum e um tarólogo é que este último desenvolveu mais sua intuição e estudou profundamente os símbolos e os métodos desse ofício. Portanto, como um especialista em qualquer outra área, o tarólogo serve de ponte entre você e o tarô.
Dessa forma, para saber se a pessoa que você consulta é idônea, é preciso perceber algumas coisas. Por exemplo, um bom tarólogo:
não promete nada, nem tenta resolver seus problemas;
não precisa usar roupas folclóricas, nem fazer rituais ou se apresentar sob uma aura de mistério;
não precisa fazer expressões sérias, de medo, como se o que visse nas cartas fosse algo muito terrível;
costuma dizer que cartas não mostram verdades absolutas, apenas tendências futuras baseadas no presente;
não faz trabalhos espirituais para que você consiga o que deseja;
não invade a privacidade ou o livre-arbítrio de outras pessoas;
não tece julgamentos ou lhe condena;
não faz ameaças, nem chantagens emocionais;
não cobra valores abusivos se aproveitando da sua necessidade ou desespero;
não procura gerar dependência em você, lhe dando respostas ambíguas para que você o procure muitas vezes seguidas;
não permite que você faça a mesma pergunta, várias e várias vezes;
não tem medo de lhe falar a verdade, mesmo que seja difícil de aceitá-la;
não faz previsões de mortes;
não se vende como um ser especial, cheio de poderes místicos;
não vê “tudo sobre sua vida”, sem antes conversar com você;
não tece consultas genéricas que sempre trazem as seguintes mensagens: “tem pessoas que lhe invejam”; “alguém fez um trabalho para você e a pessoa que gosta não ficarem juntos”, “você terá fortuna, se jogar na loteria”, etc;
não precisa ser vidente, nem médium ou estar associado a qualquer tipo de religião.
Espero que com este pequeno guia você possa escolher melhor, sendo ajudado pelo trabalho de tantos bons tarólogos que existem por aí e que se sustentam com honestidade e amor por este instrumento maravilhoso que é o Tarô.

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